Esse evangelho prega que o crente deve ter as melhores coisas desta vida, ele merece isso por fazer parte de determinada igreja e, sobretudo, por ser "fiel" (fiel?) a Deus, ou seja, é o evangelho da prosperidade tal como o conhecemos. Porém, para se obter as riquezas prometidas não basta somente crer e aceitar a Jesus como Salvador de suas vidas, isso já não é o bastante!
Esse novo evangelho é meio parecido com o catolicismo romano, é cheio de indulgências para comprar, é preciso fazer sacrifícios, tem que ter talismãs (oléo ungido, sal, rosa etc.) para se obter uma benção (normalmente, tem comprar esses talismãs também), tem que pagar o preço por alguma coisa ou alguém quando se tem interesse. Então enumerei algumas coisas que representam bem esse "novo evangelho apostólico".
1.Oração e jejum como auto-sacrifício - aprendi desde cedo que estes símbolos da comunhão do homem com Deus fazem parte do estilo de vida cristão, quero dizer, todo crente ora e jejua por ser algo de comunicação direta com o Criador onde o homem se rende ante Àquele que tudo pode. Mas para o novo evangelho, são vistos como um auto-sacrifício para a aquisição de algo, por exemplo: oração e jejum para ganhar alguém para sua igreja, campanha de oração para conquistar territórios ou garantir a compra de um bem valioso. Oração e jejum para a prosperidade da igreja, digo, dos membros. Oração e jejum só se for por uma boa causa, nunca para falar com o Senhor, dizer que o ama...
2.Oferta e dízimo para adquirir riquezas - há muito tempo deixaram de ser para mantimento da obra do Senhor pois, agora, são uma fonte inesgotável de acumulos de riquezas. Certa vez, ouvi um bispo (ainda é bispo, estou admirado com isso já que, o título da moda é apóstolo!) dizer que, quando uma pessoa dá o dízimo, tem o direito de requerer de Deus aquilo que deseja. As ofertas são do tipo: dê 10 para ganhar 100 ou 1000. Se tem algo mais propagado que coca-cola são essas invenções acerca do dízimo e da oferta. Tem até um certo "apóstolo" que dá título de nobreza e de unção àqueles que atingem suas metas de contribuições e ainda ganha o direito de receber oração 24 horas por dia por toda a vida. Tem que contribuir, tem que dar. A igreja (i minúsculo mesmo) só pede, pede não, suga. Mas tem sempre aqueles que caem no conto do vigário, digo, conto do bispo, apóstolo, missionário, pastor...
3.Rituais místicos - certa vez participei de um seminário e vi coisas absurdas. Pessoas fazendo gestos como se estivessem com espadas não mão e sopravam, como se fosse o vento do Espirito de Deus, declarações de quebra de maldições hereditárias por si e pela família até 20 gerações, uma "pastora" disse que foi imacumbada e depois do seminário foi necessária uma oração de libertação para ela. Não posso deixar de lado os chamados atos proféticos. Esses, são cheios de coisas também como: levar coisas para serem queimadas em Israel, enterrar apetrechos na Bahia, como já fez um "apóstolo", levar carteiras de trabalho ao templo para serem ungidas, tocar no altar, andar sobre o mapa do Brasil declarando que "o Brasil é do Senhor Jesus", marchar sobre territórios para tomar posse dos mesmos, decretar a falência de outras seitas e das obras do diabo. Tem mais coisas, mas vou deixar para vossa criatividade.
4.Bugigangas e festas de Israel - É moda usar dentro dos templos coisas de Israel, o mais comum é o shofar, que é uma espécie de berrante mas com um som não muito grave que dizem, anunciar a presença de Deus no meio do povo quando tocado. Já vi casamentos serem celebrados, teoricamente, à moda judaica, e ainda, tem as festas judaicas como: festas dos tabernáculos, festa da Dedicação ou chanuká, esta festa substitui o Natal. Como se sabe, as igrejas pseudopentecostais não festejam o Natal por dizerem ser uma festa pagã, acho também, que deveriam deixar de receber o 13º salário porque ele é chamado pela CLT de gratificação natalina, né? Há outras coisas também, vejam só: trazem aguá do rio Jordão, terra do monte Sinai, oléo de Israel, eu hein!
Até me cansei de continuar esse post, vou dar uma parada por aqui, porque vai aparecendo tanta coisa que vou dividí-lo em dois e continuar em outra oportunidade.
Um grande abraço!
Elizeu Morais





